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Espaços de trabalho: o que nos reserva o futuro?

Como a tecnologia mudou e vai mudar os espaços onde trabalhamos. A opinião de Jorge Valdeira, Country Manager da Regus em Portugal

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Jorge Valdeira

Jorge Valdeira

Country Manager da Regus em Portugal

Tecnologia, segundo o dicionário Priberam, é a “ciência que tem como objeto a aplicação do conhecimento técnico e científico para fins industriais e comerciais”. Ora, a tecnologia está em toda a parte, em todo o lado e parece-nos praticamente impossível viver sem a mesma. No entanto, é também difícil imaginar o impacto que terá na nossa vida ao longo dos próximos anos, nomeadamente nos espaços de trabalho e na forma como trabalhamos – que ocupa aproximadamente 1/3 do nosso quotidiano.

Os computadores trocaram as voltas ao fax, as clouds às unidades USB, os erradicados CDs às disquetes. Em constante evolução, trabalhar tornou-se mais simples. Tornou-se também mais flexível. A revolução dos espaços de trabalho flexíveis está em curso e tem na sua génese fatores tecnológicos. Foram os dispositivos móveis e a possibilidade de os ligar permanentemente às redes de informação, em praticamente qualquer local, que nos permitiram levar o posto de trabalho para qualquer lado.

O fenómeno acontece tanto em cidades e países, abrindo novas portas aos trabalhadores móveis, como até dentro de um edifício – permitindo que os colaboradores alterem de espaço de trabalho várias vezes ao dia. Esta possibilidade estimula a criatividade dentro das empresas, tanto na forma como o trabalho é realizado como na forma como se estruturam as organizações.

Verifica-se então uma procura cada vez maior por espaços de co-working. Procura essa que explica o crescimento de 30% da Regus – rede de espaços de trabalho – em Portugal, no último ano. E porquê? Por serem espaços modernos, prontos a usar e que podem ser utilizados por períodos de tempo bastante flexíveis; porque permitem que os profissionais trabalhem de forma mais informal, confortável e sobretudo livre, tanto no espaço como até no horário: os millennials pedem-no e os restantes seguem-nos. E porque, numa altura em que a rede e as parcerias são cada vez mais importantes para a atividade económica, as empresas e profissionais independentes valorizam o potencial de networking possível nos espaços de trabalho flexíveis.

No entanto, o driver inicial destas mudanças está sempre na tecnologia. E, se queremos antecipar as tendências que vão influenciar o futuro dos espaços de trabalho, temos de começar por olhar para ela. O que nos aguarda o futuro? Podemos neste momento destacar três grandes responsáveis pelas próximas mudanças.

Em primeiro lugar, a Internet of Things (IoT). Com a diminuição do tamanho dos microchips e redução do seu custo, é muito fácil conectar e gerir uma enorme quantidade de equipamentos instalados nos espaços de trabalho. Por isso, o ambiente de cada zona específica vai poder ser gerido de forma customizada em aspetos como iluminação, temperatura e até qualidade do ar. Além disso, os edifícios vão solicitar a sua própria manutenção e supervisionar a sua “saúde”, uma vez que a incorporação de sensores IoT nas paredes de novas construções vai fazer com que estes se consigam administrar de forma autónoma.

Importante referir também a Inteligência Artificial (IA). A sua aplicação em grandes volumes e diversidade de dados, mais do que disponibilizar informação irá permitir prever e identificar ações necessárias para melhorar substancialmente um negócio. E com vantagem competitiva em comparação com decisores humanos... É de crer por isso que a IA vá alterar a forma como as empresas se organizam, inclusivamente pondo em causa alguns lugares executivos ou tão simplesmente revolucionando o funcionamento de cal centers. E tudo isso terá impacto na forma de estruturar o espaço de trabalho.

Por fim o Blockchain, que recorre à descentralização dos dados. Esta complexa estrutura que permite transações virtuais e está na base dos bitcoins terá, certamente, influência na forma como lidamos com o dinheiro, compras e transações, bem como na forma como serão guardadas as informações de uma empresa. Serão talvez os bancos os primeiros a renderem-se ao sistema criado por Satoshi Nakamoto em 2008, mas em poucos anos o paradigma mudará e o Blockchain poderá vir a ser um dos melhores amigos de empresas das mais variadas dimensões, com um impacto ainda difícil de prever.

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