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Como a tecnologia contribuiu para o “boom” do coworking

A opinião de Jorge Valdeira, Country Manager da Regus em Portugal, sobre como a tecnologia está a ajudar a mudar a forma como trabalhamos

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Jorge Valdeira

Jorge Valdeira

Country Manager da Regus em Portugal

A Regus entrou em Portugal há 25 anos, poucos anos depois de ter surgido em Bruxelas em 1989. Desde o primeiro dia que a tecnologia foi importante para estes espaços de trabalho, e com o passar do tempo a sua evolução foi determinando a rápida expansão do coworking. A tecnologia trouxe antes mais a opção de mobilidade para grande parte dos profissionais. Numa primeira fase tivemos a opção de comunicação de voz móvel, depois passámos a poder transportar ou aceder a informação e sistemas remotos através de equipamentos cada vez mais portáteis, potentes e fáceis de usar e também a poder interagir à distância de forma cada vez mais semelhante ao verdadeiro contacto pessoal. E com tudo isto… o escritório passou a poder estar em qualquer lado, o que tem aumentado rapidamente o número de profissionais móveis existentes em todo o mundo.

Graças a estes avanços tecnológicos, fomos criando nossa rede de 3000 centros em todo o mundo que dá resposta, entre outras, à necessidade destes profissionais móveis: seja um empresário que precisa hoje de preparar uma reunião em Tóquio e amanhã de entevistar um novo colaborador em Maputo, seja a pequena equipa de uma grande empresa que sai da sede para se concentrar num projeto especial, sejam ainda os profissionais cujas empresas lhes permitem trabalhar remotamente, perto de casa e sem ter de enfrentar uma hora de trânsito para chegar à sede. É todo um mundo em franco crescimento, em que se inserem também realidades como os escritórios virtuais.

Noutra vertente, a tecnologia tem sido também um dos grandes drivers da alteração de mentalidades e moldou a personalidade das novas gerações. Nos millenials, a tecnologia teve um papel importante no absorver de princípios como a partilha e a interação com um vasto número de pessoas. E estes dois são fundamentais para explicar o próprio fenómeno de coworking.

Enquanto as gerações anteriores valorizavam a possibilidade de terem um escritório individual fixo, os recém-chegados ao mundo do trabalho agora preferem partilhar espaços maiores com outros profissionais por forma a tirar partido desta grande rede de contacto à sua volta. Por isso, o princípio de coworking gira muito à volta da ideia de uma comunidade de residentes que se traduz na realização de eventos que estimulem o estabelecimento de laços entre eles.

Em contrapartida da partilha, os millenials esperam que o espaço onde trabalham seja bem mais descontraído e informal, e que ofereça ambientes diversificados: seja um café lounge para fazer uma pausa ou trocar ideias com outro membro, seja um phone booth para fazer uma videochamada ou um “think tank” para poder trabalhar isolado e concentrado durante algum tempo.

Por isso, em termos do espaço de trabalho, está em curso uma verdadeira revolução e nada voltará a ser como antes, até porque os millenials não estão sozinhos. Vemos também que as novas tendências vão encontrando cada vez mais aceitação nas restantes gerações. Estas continuam a optar mais pelos escritórios privados, mas usam cada vez mais os espaços partilhados pelo menos como complemento, o que lhes permite ter o melhor dos dois mundos. Também aqui a tecnologia é determinante, pois permite a mobilidade entre os diferentes espaços, mas isso é algo que já damos como um dado adquirido. Não sabemos ao certo o que a tecnologia nos reserva nos próximos 25 anos, mas ela continuará a determinar as necessidades dos clientes e iremos continuar a inovar a nossa oferta para dar resposta às novas tendências.

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