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Jogar com a razão: Radeon RX 480 em teste

O novo processador gráfico da AMD promete desempenho suficientemente elevado para a Realidade Virtual a um preço abaixo dos 300 euros. Será assim?

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Estamos habituados a ver a AMD e a Nvidia lançarem novos processadores gráficos (GPU) quase em simultâneo. O que aconteceu novamente, num jogo de parada/resposta que demonstra bem quão competitivo é o mercado dos processadores gráficos.

Mas, ao contrário do que acontecia há uns anos, os mais recentes lançamentos das AMD, onde o topo de gama Radeon RX 480 merece destaque natural, não pretendem lutar pela coroa do desempenho. Apesar de o recém-lançado GeForce 1080, o topo de gama da Nvidia, também incluir um «80» na denominação, o RX 480 não é um concorrente direto. Aliás, basta considerarmos os preços para chegarmos a esta conclusão: as gráficas com processadores GeForce GTX 1080 têm preços em redor dos €700, ou seja, custam mais que duas Radeon RX 480!

Como tal, resolvemos testar o novo processado gráfico da AMD na ótica de upgrade. Aliás, esta á um do segmentos de mercado que a AMD pretende conquistar com este chip. Ou seja, será que uma placa gráfica Radeon RX 480 tem capacidade suficiente para levar um PC com alguns anos ou de gama média para a era da idade virtual?

Agarrados à marca

Na realidade, considerando os preços de mercado, as Radeon RX 480 tem como concorrentes mais próximas as GeForce GTX 970. E mesmo assim, a confirmarem-se os preços anunciados pela AMD, as placas gráficas equipadas com o novo Radeon de topo deverão ficar abaixo dos 300 euros, enquanto as GTX 970 costumam ultrapassar este valor – talvez o mercado acabe por aproximar os preços quando as placas Radeon RX 480 chegarem às lojas, o que ainda não tinha acontecido quando fizemos esta análise.

Como tal, juntámos uma GTX 970 a este teste e os resultados dos benchmarks provam que, de facto, a Radeon RX 480 com o design de referência da AMD e a Zotac GeForce GTX 970 “kitada” de 4 GB têm desempenho similar. Há jogos onde a vitória vai para a GeForce 970 e outros onde a vitória vai para a Radeon RX 480. E é importante salientar que a GTX 970 utilizada tem frequências acima dos valores de referência, o que significa que uma GTX 970 “normal” apresentaria um desempenho um pouco abaixo.

Considerando o desempenho global, a escolha entre uma e outra vai depender das preferências do utilizador e, é claro, dos preços reais de mercado. No campo das preferências, há também que considerar, por exemplo, a plataforma utilizada, com destaque para o monitor. Quem já investiu no monitor com tecnologia G-Sync da Nvidia, dificilmente vai adquirir uma gráfica com chip AMD. E o mesmo é válido para quem apostou num monitor com tecnologia FreeSync da AMD: só faz sentido usar uma gráfica Radeon. Atenção que estas tecnologias não são incompatíveis: é perfeitamente possível usar um monitor FreeSync com placas gráficas Geforce ou um monitor G-Sync com placas gráficas Radeon. No entanto, estas tecnologias permitem criar uma experiência de jogo mais fluída graças a garantia de sincronização dos fotogramas entre a placa gráfica e o monitor. De um modo simples, os resultados são melhores quando se utiliza um monitor e uma placa gráfica com a mesma tecnologia de sincronização.

Realidade Virtual

Mas se é verdade que estas duas soluções são muito semelhantes em termos de “poder bruto”, o mesmo já não se pode dizer da tecnologia. Por ser mais recentes, o chip Radeon RX 480 tem algumas vantagens na implementação de novas técnicas, nomeadamente no âmbito da realidade virtual. Aliás, todo o marketing de lançamento da unidade RX 480 está centrado na ideia de realidade virtual (RV) acessível. Isto porque os números demonstram que apenas uma fração reduzida dos sistemas atuais estão preparados para a RV e que, até agora, uma configuração à altura desta tecnologia exigia um investimento avultado. Os números também dizem que a esmagadora maioria dos utilizadores não está disposta a dar mais de 300 euros por uma placa gráfica. E foi cruzando estes estudos de mercado que a AMD desenvolveu o Radeon RX 480.

Os RX 400 utilizam uma nova arquitetura (Polaris) que, além de incluir uma diminuição do processo de fabrico para 14 nanómetros (o mesma que é usada nas GeForce 1070 e 1080), traz algumas novidades no processamento gráfico. A mais mencionada pela AMD é a LiquidVR, que, garante a marca, assegura a compatibilidade e otimização com os principais óculos VR já anunciados. Infelizmente, estes sistemas ainda não estão disponível no nosso país nem no nosso laboratório, o que significa que ainda é cedo para podermos auferir até que ponto o LiquidVR faz a diferença, mas é sempre bom ter mais algumas garantias em termos de futuro.

De qualquer modo, no teste de performance SteamVR, a Radeon RX480 recebeu a classificação de qualidade elevada, o que já é alguma coisa.

Bom software

Uma das novidades está no software usado para controlar as placas: a ferramenta WattMan. Permite gerir ao pormenor o overclock e, muito inovador, até definir o desempenho máximo para cada aplicação. Por exemplo, num jogo menos exigente, de que serve correr a 150 fps se a partir dos 50 fps a fluidez já é perfeitamente satisfatória? Com o WattMan é possível definir um máximo, de modo a poupar energia usando frequências mais baixas. Também é possível fazer o contrário: acelerar as frequências acima dos valores definidos (overclocking). Mas, ao contrário do que esperávamos, a capacidade de overclock revelou ser muito baixa. Quase inexistente. Talvez seja culpa da placa que recebemos ou da ainda imaturidade do software.

4K? Nim!

Testámos este processador num sistema com uma configuração de gaming acessível como, aliás, é o objetivo da AMD: criar bons PCs de jogos a preços apelativos. Os resultados demonstram claramente que uma Radeon RX 480 tem desempenho para correr qualquer jogo em Full HD (1920x1080), a resolução que domina nos monitores para PC. Mas em 4K a história é outra. Em alguns jogos é possível atingir taxas de fotogramas satisfatórias. É o caso do Metro LL. Mas em outros isto está longe de acontecer – veja-se os resultados do 3DMark Fire Strike Ultra.

Considerando o objetivo principal deste teste em concreto - verificar até que ponto as Radeon RX 480 são uma boa opção de upgrade - a conclusão só pode ser muito posistiva. Os resultados dizem-nos que as Radeon GTX 480 são muito interessantes para jogadores exigentes, mas com sistemas tradicionais (um único monitor Full HD), mas não chegam para responder às necessidades dos jogadores com sistemas topo de gama (vários monitores e/ou monitores 4K). De um outro modo, as Radeon GTX 480 são uma muito boa opção para quem valoriza o desempenho/preço.

Radeon RX 480 8 GB

GeForce GTX 970 4 GB Amp! Edition

3DMark Fire Strike Ultra

2488

2656

Teste 1

12,7 fps

14,9fps

Teste 2

10,1 fps

10 fps

Teste física

13,5 fps

13,6 fps

3DMark Fire Strike

7039

7105

Teste 1

56,3 fps

57,8 fps

Teste 2

48,9 fps

48 fps

Teste física

13,3 fps

13,3 fps

Heaven 4.0 (Ultra)

1920x1080 (Full HD)

61,9 fps

69,2 fps

2560x1440

37,8 fps

39,8 fps

Metro LL

3840x2160 (4K)

43,7 fps

38,3 fps

2560x1440

45,7 fps

54,7 fps

1920x1080 (Full HD)

43,7 fps

55,7 fps

SteamVR Performance Test

Qualidade média

6,6 (High)

7,2 (High)

Fotogramas testados

8719

9857

Fotogramas abaixo de 90 fps

0%

0%

Consumo pico

268 watts

294 watts

Configuração de testes: CPU AMD FX-4300, 8 GB de memória DDR3, placa-mãe MSI 970A

Laboratório

Conectividade Muito bom

Energia Bom

Software Bom

Dissipação Muito bom

amd.com

Desempenho – 4

Características – 5

Qualidade/preço – 4,5

Global – 4,5

Recomendado

Lista de características

GPU de 1120 a 1266 MHz ○ 8 GB GDDR5 256 bits ○ Desempenho máximo até 5,8 TFLOPS ○ Unidades computacionais: 36 ○ Processadores stream: 2304 ○ Potência máxima: 150 watts

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