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Projeto Loon: como a Google usa balões para levar a Internet ao mundo inteiro

Um conjunto de balões capazes de levar a Internet a todo o mundo. Saiba tudo sobre esta ideia que tem tanto de simples como de arrojada e que está a ser desenvolvida pela Google.

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Paulo Matos

Fruto da evolução tecnológica dos últimos anos, podemos ser tentados a encarar a Internet como uma comunidade global, mas importa não esquecer que dois terços da população mundial ainda não tem acesso a esta ferramenta. Para acabar com este problema, a Google está a trabalhar desde 2013 no Projeto Loon, que consiste numa rede de balões que flutuam na estratosfera a cerca de 20 km da superfície da Terra (a uma altura duas vezes maior que a dos aviões e dos fenómenos meteorológicos) e ajudam a preencher as falhas de cobertura de rede e a conectar pessoas em áreas remotas ou vítimas de desastres.

Para tal, a Google realizou parcerias com operadoras de telecomunicações para partilhar o espetro da rede móvel, o que permite que as pessoas liguem os seus dispositivos diretamente à rede do balão numa área de aproximadamente 80 km de diâmetro.

Cada balão recorre a algoritmos para determinar para onde precisa de ir e, para tal, identifica a camada de vento que sopra na direção correta, sendo que, do ponto de vista técnico, é composto por três grandes componentes: envelope, painéis solares e eletrónica. O envelope é a parte insuflável do balão, é feito de folhas de polietileno e pode atingir os 15 m de largura por 12 m de altura, sendo que consegue aguentar 100 dias na estratosfera. A caixa de componentes eletrónicas contém as placas de circuitos que controlam o sistema, antenas de rádio para comunicar com outros balões e com antenas de Internet no solo e também baterias de iões de lítio para armazenar a energia solar (o que garante que os balões funcionam igualmente durante a noite). Os painéis solares funcionam como fonte de energia e são de plástico laminado flexível, apoiado numa estrutura de alumínio, sendo capazes de atingir uma produção de 100 watts de potência.

Nota: Este conteúdo foi originalmente publicado na Exame Informática nº 248.

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