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Como fotografar a Superlua

Matt Cardy/Getty Images

Algumas dicas para criar fotografias memoráveis da Lua, que hoje vai ficar muito mais próximo da Terra que o habitual.

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Provavelmente já sabe que hoje à noite a Lua vai estar maior e mais brilhante que o habitual. Na verdade, a última vez que a Lua se aproximou tanto da Terra foi em janeiro de 1948. E se perder o momento, fique a saber que só em 2034 a Lua vai voltar a estar tão próxima do nosso planeta.
É, portanto, provável que queira fotografar este fenómeno. Use a câmara com maior zoom que tem em casa e siga estas dicas para conseguir melhores resultados.

Use um tripé
Considerando o brilho que a Lua vai atingir, é perfeitamente possível obter boas fotos sem tripé. No entanto, para melhores resultados, sobretudo se tem a sorte de ter uma objetiva com grande capacidade de ampliação ou uma câmara superzoom, o tripé é muito recomendável.
Se não tem um tripé, pode sempre recorrer a outros suportes. Por exemplo, colocar a câmara sobre um muro e usar uma peça de roupa para inclinar a câmara em direção à Lua. Neste caso, para melhores resultados, recomendamos que use o “timer” da câmara: programar a máquina para fotografar alguns segundos após pressionar o botão (deste modo evita o movimento da câmara que pode acontecer quando se pressiona o botão).

Cuidado com o foco
Como a Lua vai estar muito brilhante e, dependendo da objetiva, pode ficar relativamente pequena no enquadramento, muitas câmaras poderão ter dificuldade em focar automaticamente. Use o zoom da objetiva no máximo – é claro! – e utilize, se existir, a possibilidade de aumentar ainda mais no ecrã da câmara (muitas máquinas têm a opção de aplicar uma ampliação extra para se perceber se a focagem está bem feita). É possível que tenha de recorrer à focagem manual.

Escolha o melhor momento
Normalmente considera-se que o melhor momento para observar a Lua é quando está mais próxima do horizonte. Ou seja, quando nascer, o que vai acontecer pouco depois das 17h40 em Portugal Continental, pelas 18h30 na Madeira e pelas 18h em São Miguel, Açores. Pode consultar o www.weatheronline.pt para obter a hora certa para a sua zona de observação.
No entanto, em termos de fotografia, provavelmente será mais interessante optar por uma altura com maior contraste: quando o céu está mais escuro. O que acontece mais “noite dentro”.

Mude para medição pontual
Se não tem experiência em fotografia, é muito provável que não faça o acerto manual da exposição. Ou seja, deverá estar habituado a fotografar em modo automático ou semiautomático. Como, apesar de grande, a Lua só deverá ocupar uma parte pequena do enquadramento – a não ser que uma objetiva realmente grande – a medição automática da máquina deverá produzir uma imagem desequilibrada, com tendência para deixar a Lua demasiado brilhante e, consequentemente, sem pormenor. Consulte o manual da sua máquina e descubra como fazer uma medição de luz pontual (normalmente ficará com apenas um ponto de medição no centro da imagem). Depois só tem de fazer a medição com a Lua no centro do enquadramento – se quiser que a Lua não fique no centro da imagem, de modo a obter um enquadramento mais interessante, faça a medição (pressionar o botão de disparo até meio caminho, o que normalmente origina um “beep”) com a Lua no centro e depois, sem levantar o dedo, mova para o enquadramento pretendido e acabe de pressionar o botão de disparo.

Experimente o modo manual
Se a sua câmara o permitir, experimente usar o modo Manual. As configurações variam de acordo com a câmara, objetiva e até zona de onde está a fotografar. Na nossa experiência, conseguimos bons resultados com uma velocidade de obturação entre 1/250 e 1/400, abertura F5.0 a F5.6 e sensibilidade ISO 800. Mas faça diferentes fotos com diferentes parâmetros até ficar satisfeito com o resultado. Mas, sobretudo se não vai usar tripé, evite velocidades baixas (abaixo de 1/250) para evitar que a Lua fique sem detalhe (“tremida”).

Modos de cenas
Muitas câmaras não têm modo Manual, mas têm modos automáticos com base em cenas predefinidas, como “noite” ou “estrelas”. Opte por um destes modos para evitar o problema de sobreposição já mencionado.

Fuja das luzes
Para melhores resultados, fotografe a partir de um sítio com pouca iluminação. Ou seja, o melhor é sair das cidades e das vilas e procurar um lugar mais isolado.

Faça a lua parecer maior
Para aumentar o efeito dramático, pode usar o velho truque da comparação, como é o caso da imagem que ilustra este artigo. Recorra ao Google Maps para ajudá-lo a encontrar um sítio onde consiga ter um elemento grande e conhecido – o Cristo Rei ou a Torre dos Clérigos, por exemplo – entre a sua câmara e a Lua. Para esta ideia funcionar, esse elemento tem de estar suficientemente longe da câmara para que, comparativamente, a Lua pareça maior e para que os dois motivos fiquem focados. Use o zoom máximo!

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  • Use o Google para tudo!

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    Sabia que pode descarregar localizações no Google Maps para usar offline? Que o Google Now o pode ajudar a nunca mais perder um avião? Que o Google Fotos faz filmes e slideshows por si? São apenas alguns dos exemplos que lhe vamos dar a seguir e que vão permitir-lhe usar todo o universo da Google a seu favor. Seja para utilização pessoal ou profissional. O melhor de tudo? Não vai gastar um cêntimo.