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HDMI 2.1: o que é e para que serve

O novo standard HDMI irá suportar resoluções de vídeo até 10K e uma largura de banda que pode chegar aos 48 Gbps

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Paulo Matos

Paulo Matos

Jornalista

É provável que o nome HDMI Forum lhe diga pouco ou nada, mas se dissermos que esta associação conta com a presença de marcas como AMD, Bose, Dolby, Epson, Google, Microsoft, Netflix, Nvidia, Panasonic, Qualcomm, Samsung, Sony e Toshiba – apenas para mencionar alguns dos 92 membros – já devemos ter conseguido captar a sua atenção. Foi esta organização que oficializou recentemente o lançamento da versão HDMI 2.1.

O que é que este novo standard representa para o utilizador? Um suporte para maiores resoluções de vídeo e taxas de atualização, de que são exemplos 4K120, 8K60 e até 10K. Além disso, os formatos Dynamic HDR também são suportados e a largura de banda pode chegar aos 48 Gbps (a versão 2.0 fica-se pelos 18 Gbps, enquanto a 1.4 não passa dos 10,2 Gbps).

A corporizar a versão 2.1 está o novo cabo de Ultra High Speed HDMI, que será responsável por fornecer funcionalidades como vídeo 8K sem compressão com HDR, sendo que apresenta baixa interferência eletromagnética para reduzir problemas provocados pela presença próxima de equipamentos wireless. Saliente-se que o cabo é retrocompatível com versões anteriores, o que significa que pode vir a ser usado na já existente base de dispositivos HDMI.

Algumas das novidades presentes nesta versão deverão agradar particularmente aos gamers. Exemplos são o VRR (taxa de atualização variável), que reduz o lag e aumenta a fluidez, e o QTF (transporte rápido de frames), para reduzir a latência e melhorar as interações em tempo real nas experiências de realidade virtual. Destaque-se igualmente a presença do QMS (troca rápida de fonte), que elimina o atraso no tempo de espera quando se alterna entre fontes HDMI.

O HDMI 2.1 está a arrancar “a sério” no primeiro trimestre deste ano, embora seja mais realista apontar para 2019 a chegada ao mercado de um volume de considerável de produtos que suportem este novo standard.

Nota: Este conteúdo foi originalmente publicado na Exame Informática nº 272

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