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A primeira guitarra elétrica portuguesa explicada pelo seu criador

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Aleixo Fernandes, guitarrista dos Excêntricos do Ritmo, conta como a primeira guitarra elétrica portuguesa ganhou forma nas oficinas do Instituto Superior Técnico e animou os serões de milhões de portugueses na Emissora Nacional.

Há guitarras elétricas e… há a primeira guitarra elétrica portuguesa com que Aleixo Fernandes reservou um lugar na história do Jazz português. Aos 92 anos, o guitarrista e engenheiro reformado, enjeita qualquer pretensão quanto à autoria do instrumento: a primeira guitarra elétrica portuguesa foi pensada precisamente para imitar os sons das guitarras elétricas que começaram a ecoar nos cinemas a preto e branco com que os habitantes da capital se entretinham, enquanto, além-fronteiras, a segunda guerra mundial caminhava para o auge da violência.

Em vez de um fabricante de instrumentos, Aleixo Fernandes e os colegas da banda Excêntricos do Ritmo recorreram aos préstimos de um carpinteiro que trabalhava nas oficinas do Instituto Superior Técnico. E foi com um braço e um corpo de madeira maciça, que pesam talvez o dobro dos de um modelo atual, que surgiu a primeira guitarra elétrica portuguesa.

O arrojado instrumento, juntamente com uma guitarra do Havai fabricada na mesma oficina, acabaria por catapultar os Excêntricos do Ritmo para as luzes da ribalta nacionais com aparições em programas da Emissora Nacional (antecessora da RDP) e em filmes como o Pátio das Cantigas, ou Ladrão Precisa-se. 

«Foi uma vida boa», diz Aleixo Fernandes, com os olhos ainda a cintilarem com os holofotes do passado.

No vídeo que se encontra nesta página, Aleixo Fernandes dá-nos a conhecer como correram algumas das primeiras gravações no também pioneiro do jazz Hot Clube de Portugal. Podia ser um conto de natal, mas é a história da primeira guitarra elétrica portuguesa.