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Prego a fundo, rumo ao Sol

Hugo Séneca

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No VS-Solar Challenge, os carros só precisam de Sol para andar. Foram construídos por estudantes, professores ou apenas engenhocas. Não chegam a velocidades estonteantes, mas também fritam os motores

Hugo Séneca

Às 10h45, como agendado, os primeiros carros arrancaram sobre o tartan do estádio do Real Sport Clube de Massamá. Quem esperava uma corrida com uma pole position de Formula 1 enganou-se. O VS-Solar Challenge é um simples contrarrelógio: cada carro deverá percorrer três voltas à pista; quem demorar menos tempo a percorrer as três voltas ganha. Foi com esta contagem que ficaram apurados os vencedores das quatro categorias: a Escola Secundária Leal da Câmara ganhou a modalidade com motores de 48 Volts; a categoria de 36 Volts foi ganha pelo Politécnico de Castelo Branco; nos 24 Volts ganhou o carro da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa; e na categoria Livre a vitória coube a um kart adaptado, que demorou quase metade do tempo de todos os outros.

Como convinha a todos os carros movidos com energia fotovoltaica, o sol preencheu toda a manhã de domingo – mas nem todos os participantes nas quatro modalidades chegaram ao fim com um sorriso radiante. Pelo menos dois destes 12 “carros solares” acabaram por ficar remetidos às boxes por terem “fritado” os respetivos motores durante os treinos e prova. Mais do que o excesso de velocidade, terão sido os defeitos na construção a ditar os dois abandonos.

Dois carros em 12: a taxa de avarias poderá assustar quem anda com um convencional carro movido a combustão, mas não chega para demover estudantes e professores do secundário e do ensino superior, que acreditam que num futuro muito longínquo as ruas serão dominadas por carros movidos a energia elétrica captada por painéis solares.

Enquanto essa data mais futurista não chega e a indústria automóvel não aposta numa nova gama de automóveis com painéis fotovoltaicos, professores de escolas e universidades vão aproveitando competições como a VS-Solar Challenge para pôr em prática conceitos da engenharia e das ciências que nem sempre são os mais atrativos na vertente teórica. Os requisitos estão definidos: as baterias não podem ter mais de sete amperes; e os painéis solares não podem medir mais de 1,5 metros de largura por 3 metros de comprimento.

«Geralmente, os painéis com mais potência são também os mais pesados», lembra Paulo Carvalho, o responsável pela organização do VS-Solar Challenge. O peso também ajuda a explicar outra das características que distinguem as corridas de carros solares e as restantes competições de automóveis: «Muitos carros foram conduzidos por crianças e mulheres, porque são pilotos mais levezinhos», acrescenta o organizador da prova.

No vídeo integrado nesta página pode conhecer os carros, os construtores e os pilotos do VS-Solar Challenge.

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