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Tablets com tinta inteligente para traduzir websites em braille

KRISTINA TSEVETANOVA

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Ao falarmos de informação na atualidade, falamos do mundo digital e da internet. Um mundo que é menos acessível para 285 milhões de pessoas que sofrem de algum tipo de deficiência visual. O Blitab permitirá aos invisuais estudarem, informarem-se, jogarem e, sobretudo, sentirem-se integrados numa sociedade em que ninguém deve ser excluído.

Kent Cullers é um astrofísico norte-americano que sempre sonhou trabalhar na NASA, e não desistiu até conseguir. Durante vários anos foi um dos responsáveis pelo famoso programa SETI, cujo propósito é encontrar sinais de inteligência extraterrestre no espaço. A sua história, embora pouco comum, torna-se extraordinária graças a um simples detalhe: Cullers é invisual. Na verdade, talvez seja o primeiro astrónomo invisual dos Estados Unidos. Foi inclusive nessa peculiaridade que Robert Zemeckis se inspirou para criar uma das personagens do filme Contacto.

A história de Cullers tal como a de outros invisuais famosos, como Ray Charles ou Jorge Luis Borges demonstra que, com determinação e uma vocação verdadeira, os invisuais podem desempenhar praticamente qualquer atividade profissional. Com determinação e com a ajuda das ferramentas adequadas, claro. Ferramentas como a que Kristina Tsvetanova criou.

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As dificuldades que um amigo invisual sentiu para se inscrever num curso online, que para a maioria das pessoas é um processo simples, incentivaram a engenheira búlgara a procurar uma solução que permitisse aos invisuais superarem a barreira digital. “Só 1% da informação total está disponível em braille. Essa é a única possibilidade que as crianças e os adultos têm de se alfabetizarem, de aprenderem a ler e a escrever”, explica Tsvetanova. “Isso é crucial para depois poderem arranjar emprego”.

Ao falarmos de informação na atualidade, falamos do mundo digital e da Internet. Um mundo que é menos acessível para 285 milhões de pessoas que sofrem de algum tipo de deficiência visual. Foi dessa injustiça que emocionou Tsvetanova e da vontade de ajudar que nasceu o Blitab, o primeiro tablet do mercado capaz de, em tempo real, converter em braille textos e gráficos provenientes de páginas na internet ou de equipamentos de armazenamento digital, como drives USB. O sistema criado por Tsvetanova e pelos seus parceiros consiste num líquido inteligente que forma pequenas bolhas, para que se possa ler.

O Blitab permitirá aos invisuais estudarem, informarem-se, jogarem e, sobretudo, sentirem-se integrados numa sociedade em que ninguém deve ser excluído. Empresas, organizações sem fins lucrativos, governos e universidade de todo o mundo já manifestaram interesse na sua ideia, o que augura uma projeção mais interessante. Tsevetanova, eleita um dos 35 inovadores com menos de 35 anos pelo MIT, considera que os equipamentos que recorrem ao áudio não são concorrentes do Blitab porque “o braille nunca desaparecerá, tal como a palavra escrita”. Uma ideia bonita, que nos enche de esperança.

Entrevista e edição: Noelia Núñez | Douglas Belisario

Texto: José L. Álvarez Cedena

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