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Os segredos do VAR e as novas tecnologias na La Liga

Joris EVERS

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O VAR não é a única tecnologia introduzida pela liga espanhola nos últimos tempos. Obrigada a competir num mercado global, onde prima o espetáculo, os macro dados são já uma ferramenta indispensável não só para programar adequadamente os diferentes jogos, mas também para saber de que forma a luz solar nos estádios afetará as câmaras de televisão em função dos horários dos jogos.

A dia 24 de fevereiro, o pessoal do Twitter puxou pela imaginação para criar alguns dos memes mais gloriosos inspirados no futebol espanhol da temporada 2018-2019. O motivo foram as declarações de Dani Carvajal, lateral direito do Real Madrid, quando, no final de um jogo contra o Levante que a sua equipa venceu graças a um duvidoso penálti sobre Casemiro, garantiu que tinha ouvido "o pontapé a 25 metros de distância". Aquele pontapé, que as câmaras de televisão tornaram quase ilusório, fez pelo menos duas vítimas: Cheick Dokouré, o jogador que se lesionou gravemente na jogada, e o árbitro Iglesias Villanueva, que decidiu marcar a falta sem consultar o vídeo-árbitro (Video Assistant Referee ou VAR). Na altura, houve muita gente que, como Carvajal, quis ver naquela ação uma entrada perigosa e um penálti (talvez duvidoso, mas mesmo assim um penálti), enquanto outras reclamaram um erro de arbitragem que favorecia a equipa poderosa. A única conclusão clara desta jogada (e de tantas outras idênticas) é que o medo que muitos mostraram, julgando que a vídeo-arbitragem passaria a ser responsabilizada pelas suculentas polémicas do futebol, era completamente infundado. Talvez porque os cachecóis dos adeptos cegam mais do que o senso comum e a tecnologia juntos.

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Para Sergio Sánchez, diretor de VAR da liga espanhola, a primeira temporada do campeonato com vídeo-arbitragem demonstrou uma eficácia notável, mas assume que houve dificuldades de adaptação: "A International Board, que é a única organização capaz de mudar as regras do jogo de futebol, reconhece que o VAR é a ferramenta que mais revolucionou as regras do jogo em toda a história do futebol. Isto requer um processo de assimilação por parte dos jogadores, dos treinadores, dos adeptos e dos meios de comunicação." A entrada da tecnologia no futebol, logo um desporto que desperta tantas emoções, não está a ser fácil. Há quem veja os mesmos fantasmas no relvado e nas cabeças dos árbitros que acompanham o desenrolar do jogo, nas salas especialmente habilitadas para o efeito, nas instalações da Cidade do Futebol de Las Rozas. Contudo, a verdade é que o VAR interveio apenas em um em cada três jogos, tendo tornado o campeonato não só em algo mais justo, mas também mais "rico e apaixonante", afirma Sánchez.

O VAR não é a única tecnologia introduzida pela liga espanhola nos últimos tempos. Obrigada a competir num mercado global, onde prima o espetáculo, os macro dados são já uma ferramenta indispensável não só para programar adequadamente os diferentes jogos, mas também para saber de que forma a luz solar nos estádios afetará as câmaras de televisão em função dos horários dos jogos.

Entrevista e edição: Azahara Mígel, Cristina López

Texto: José L. Álvarez Cedena

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