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Web Summit: prémios para vacas com sensores e app que gere equipas

Na última edição em Dublin, a Web Summit atribuiu um dos prémios de melhor pitch a uma empresa irlandesa. Na edição anterior, quando ainda não se sabia da mudança para Lisboa, foi uma empresa portuguesa que ganhou o mesmo prémio.

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Hugo Séneca, em Dublin

Há cerca 1,5 mil milhões de vacas no mundo – mas só mil já entraram na geração 2.0 com o uso de sensores que permitem a monitorização de movimentos de rotinas de alimentação. Depois da Web Summit, é possível que o número de vacas tecnológicas aumente: a Conecterra, uma empresa criada na Holanda, ganhou o prémio de melhor apresentação de negócio para startups Alpha (que já angariaram menos de um milhão de euros) do principal evento de inovação mundial. E se depender destes jovens empreendedores, muitos mais bovinos serão monitorizados com o objetivo de garantir um aumento da produção de leite.

Os sensores, que podem ser descritos como o equivalente para bovinos das pulseiras tecnológicas que monitorizam dados vitais de seres humanos, permitem apurar se as vacas estão alimentar-se devidamente, se apresentam algum sinal clínico suspeito ou se fazem o exercício necessário para a produção de leite.

Durante o pitch de quatro minutos realizado no palco principal da Web Summit, em Dublin, os investigadores holandeses avançaram com um número capaz de convencer até os produtores de gado mais tradicionais: os dados recolhidos pelos sensores permitem aos criadores de gado tomar as medidas necessárias para que, num ano, uma vaca registe um aumento na produção de leite que seria correspondente ao leito ordenhado em 41 dias.

Sem sensores, mas com telemóveis ou tablets, a Bizimply garantiu a vitória no concurso de apresentação de negócios que se encontram na fase Beta (que angariaram entre um milhão e três milhões de euros). A jovem softwarehouse desenvolveu uma app que permite criar agendas dinâmicas para empresas que têm de atribuir horários e turnos a profissionais e equipas.

A solução já conta com várias empresas como clientes. Em média, a Bizimply tem um custo de um euro por cada profissional. O anúncio do vencedor do concurso Beta foi especialmente festejado na plateia – tudo porque a Bizimply é uma empresa irlandesa. O que permite identificar uma curiosa tendência: no ano de 2015, o primeiro prémio foi atribuído a uma empresa portuguesa (a Codacy); no ano em que se sabe que a Web Summit vem para Portugal, o prémio foi atribuído a uma empresa irlandesa.

No concurso de startups Alpha, a Connecterra bateu uma startup que desenvolveu um app que produz mapas 3D detalhados dos Alpes e que promete revolucionar a escolha de pistas de esqui; e ainda um capacete de estimulação elétrica do cérebro que promete amenizar dores, facilitar o tratamento de danos cerebrais e reabilitar movimentos de membros imobilizados.

No concurso das startups Beta, os finalistas “vencidos” contaram com uma startup que desenvolveu uma solução de edição de vídeo automatizada que permite que qualquer pessoa explore comercialmente os conteúdos que produz; e ainda uma empresa que desenvolveu uma ferramenta que pretende agilizar a deteção e a eliminação de bugs.

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