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BMW pede ajuda para desenvolver condução autónoma até 2021

Para a BMW, a condução autónoma tem o potencial para mudar a sociedade, mas só vai ser possível com a colaboração de várias indústrias.

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«Se os humanos precisam de 5, 10 ou 20 anos para ganhar experiência e tornarem-se especialistas, imaginem o a complexidade de ensinar um computador a conduzir». As declarações são de Elmar Frickenstein, o responsável máximo pelo desenvolvimento da condução autónoma na BMW. Fabricante que tem investido fortemente em adquirir tecnologia e em desenvolver parcerias com vista a atingir o objetivo da marca: comercializar carros totalmente autónomos até 2021.

Frickenstein aponta cinco pilares fundamentais para o sucesso da condução autónoma: tecnologia no carro, mapas de alta definição, comunicações móveis 5G e zonas de teste. Para desenvolver a tecnologia a bordo dos BMW, incluindo sensores, modelos de estradas e planeamento da condução, a marca associou-se à Intel e à Mobiley. A Intel fornece a grande capacidade de processamento – «precisamos de supercomputadores», disse Frickenstein – e a Mobileye os sensores. Para os mapas detalhados, a BMW juntou-se a outros dois gigantes alemães, a Audi e a Mercedes, na aquisição da Here, que antes pertencia à Nokia. Para as redes 5G e certificações em testes reais, a marca está a trabalhar com diferentes operadores de telecomunicações e reguladores dos países onde já é possível testar veículos autónomos – a este respeito, recorde-se que no primeiro dia da Web Summit o governo português anunicou a intenção de legislar com vista a autorizar estes testes no nosso país.

Os cinco níveis de apoio à condução: a condução autónoma é possível a partir do nível 3, mas o condutor só deixa de ter qualquer responsabilidade a partir do nível 4. No nível 5 nem é preciso ter condutor

Os cinco níveis de apoio à condução: a condução autónoma é possível a partir do nível 3, mas o condutor só deixa de ter qualquer responsabilidade a partir do nível 4. No nível 5 nem é preciso ter condutor

Mas ainda não parece chegar, já que o responsável da BMW não teve qualquer pudor em pedir a ajuda dos participantes no Web Summit: «quem está a desenvolver soluções que para as diferentes áreas de desenvolvimento que precisamos, por favor venha falar connosco». Aliás, Frickenstein acredita que «a condução autónoma só será possível graças à colaboração de diferentes indústrias porque nenhuma empresa é capaz de desenvolver sozinha todos os aspetos necessários para criar carros autónomos e seguros».

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