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O Dr. Tinder garante que a sinceridade é a melhor técnica para encontrar a “cara-metade”

O Tinder já foi responsável por criar mais de 20 mil milhões de ligações entre utilizadores “compatíveis”, mas o CEO garante que este não é um serviço de engates e quer que os utilizadores «saiam para conhecer o mundo real».

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O Tinder foi mais um serviço que falhou as previsões sobre quem seria o próximo presidente dos Estados Unidos. Como as empresas de sondagem, o Tinder previu a vitória de Hillary Clinton. Aliás, na grande maioria dos quase 200 países onde este serviço de encontros opera, a preferência dos utilizadores ia para a candidata que acabou derrotada. Curiosamente, a Rússia foi uma das poucas exceções: no país de Putin, os utilizadores prefiram Donald Trump.

De acordo com Sean Rad, cofundador e CEO do Tinder, «a linguagem durante a campanha eleitoral foi chocante e levou-nos a reconsiderar o que é aceitável em termos de linguagem», adicionar que a «a conversa de balneário é inaceitável no Tinder e estamos a trabalhar para garantir que esse tipo de linguagem seja eliminada por completo».

Rad garantiu ainda que a plataforma vai ser cada vez mais utilizada para ajudar os utilizadores a serem informados corretamente: «Os nossos utilizadores preocupam-se com estes assuntos. Estas são grandes decisões. E temos a responsabilidade de ajudar a educar os utilizadores. Queremos usar a plataforma para o bem. Temos um negócio, mas queremos contribuir de modo positivo para a vida das pessoas».

Rad recusa a ideia que o Tinder é, sobretudo, uma plataforma de engate: «as nossas sondagens indicam que 80% dos utilizadores procuram relações longas», adicionando pouco depois que recebe muitas mensagens de agradecimento de utilizadores que garantem ter encontrado o amor da vida delas no serviço. O próprio Sean Rad já teve uma relação longa que começou no Tinder.

«Tudo começou porque sou tímido»

No palco principal do Web Summit, com o Meo Arena praticamente cheio, poucos terão notado que Sean Rad é um rapaz tímido. Mas, segundo o próprio, foi essa timidez que deu origem ao serviço: «Sou muito tímido. Comecei o Tinder porque eu e os meus amigos tínhamos problemas em fazer aquele primeiro contacto. Uma vez, num café, quis conhecer uma rapariga que achei interessante, mas não tive coragem para avançar. Percebi que se pudesse eliminar aquela ansiedade que senti podia, fundamentalmente, mudar o mundo».

Quando questionado sobre quais as melhores técnicas para ter sucesso no Tinder, o CEO de 30 anos não surpreendeu: «sejam os mais sinceros possíveis». Ainda assim, deu algumas dicas: completar a informação biográfica e adicionar a informação do Instagram ao perfil fazem aumentar muito as hipóteses de encontrar o parceiro/a ideal.

E encontrar não é suficiente. É importante dar o passo seguinte: encontrar realmente a pessoa. E é nesta área que o Tinder está agora a trabalhar, desenvolvendo ferramentas e algoritmos que facilitem «o passo seguinte», que é «levar as pessoas a sair e encontrarem-se com as pessoas no mundo real». Processo que não se limita a apenas a juntar duas pessoas, já que o Tinder lançou o Social para levar grupos de amigos a encontrar outros grupos compatíveis.

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