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Os drones vão invadir África para ligar vilas e cidades

Os drones poderão muito bem ser tão ou mais importantes que os caminhos-de-ferro em África, onde os “droneportos” vão assumir um papel central nas vilas e cidades.

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«O Nokia 1130 demonstrou como é possível desenvolver um dispositivo com muita tecnologia a um preço suficientemente baixo para afetar poitivamente as regiões mais pobres do globo. E algo semelhante vai acontecer com os drones». As declarações são de Jonathan Ledgard, um ex-jornalista que agora dirige um centro de investigação dedicado ao desenvolvimento de sistemas robóticos de baixo custo para áreas subdesenvolvidas. Em declarações à Exame Informática, Ledgard salientou que os drones já estão a fazer a diferença em África: «há apenas três semanas foi lançado o Zipline, um drone que entrega sangue em áreas de difícil acesso e já é responsável por metade das entregas de sangue para transfusão no Ruanda».

Jonathan Ledgard antevê um futuro onde drones de baixo custo vão transportar os mais variados tipos de encomendas entre aldeias, vilas e cidades africanas. «Eles simplesmente não têm dinheiro para construir as estradas, sobretudo porque as distâncias tendem a ser muito grandes». Pode parecer ficção científica, mara o primeiro “droneporto” já foi projetado e deverá ser contruído numa localização remota no Ruanda dentro de pouco anos. «É um investimento inferior a 200 mil dólares graças à utilização de materiais locais». Jonathan Ledgard compara os projetos em desenvolvimento a alguns cenários dos filmes Guera das Estrelas: «Temos de construir tecnologia sofistica, fiável e de baixo custo, que vai operar em ambientes difíceis. Têm de ser resilientes e fáceis de operar». O “segredo” está no automatismo, já que os drones vão voar automaticamente e não vão precisar de operadores locais especializados. No entanto, o plano quer garantir que a «a última milha» não vai ser automatizada. «Em zonas com grandes taxas de desemprego, é importante que o transporte dentro das vilas, de e para os “droneportos”, seja feita por pessoas. Queremos que os “dronesportos” assumam um papel central e multifacetado». Ledgard prevê que estas instalações sejam também usadas para trocas comerciais, cuidados de saúde e até fabricação de ferramentas e máquinas recorrendo à impressão 3D».

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