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O carro pode passar de despesa a fonte de receita

Os serviços de partilha de veículos têm estado em crescimento, mas a Turo tem uma proposta diferente: por que não partilhar o nosso carro quando não o estamos a usar?

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Andre Haddad, o CEO da Turo está no Web Summit. A empresa californiana criou uma plataforma com o mesmo número dedicada à partilha de carros sem condutor associado. Um género de Airbnb para automóveis. E já são mais de 350 mil os carros inscritos nesta plataforma, de pequenos utilitários e superdesportivos. De acordo com Andre Haddad, os donos de carros que partilham os seus veículos no Turo têm receitas de centenas de euros por mês para uma partilha média entre uma a duas semanas por mês. Os valores dependem, obviamente, do carro e a disponibilidade. Por exemplo, a média mensal para donos de Mercedes é de cerca de 700 euros para uma partilha de 10 dias.

Se a Turo começou por ser vista como uma ameaça às marcas automóveis, por estar, potencialmente, a limitar as vendas, «agora já nos vêm como parceiros», referiu Andre Haddad, adicionando «até porque boa parte dos nossos utilizadores são entusiastas de carros, o que significa que acabam muitas vezes por usar o dinheiro que ganharam na partilha para adquirir carros melhores».

Para o fundador da Turo, a partilha de veículos vai continuar a crescer, mas vão continuar a existir pessoas que vão preferir ter os seus próprios carros: «A maioria da utilização dos carros é utilitária, para levar-nos do ponto A ao ponto B, mas há uma parte importante que é amor. Passeios em família, por exemplo. As pessoas vão usar plataformas de partilha no dia-a-dia e recorrer a carros pessoais para as viagens especiais. E a nossa plataforma permite reduzir muito os custos de ter um carro. Na verdade, até pode ser lucrativo ter um carro para quem usa a Turo».

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