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O futuro da agricultura passa pela Inteligência Artificial

A Plenty é uma empresa americana que recorre a uma série de tecnologias para conseguir produzir anualmente, e no mesmo espaço de terra, entre 100 a 400% mais produtos que uma empresa agrícola comum. Novas técnicas que são imperativas num mundo onde a terra fértil não é suficiente para uma população que vai continuar a aumentar.

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«Segundo dados do Banco Mundial vamos precisar de mais 390 milhões de hectares agrícolas até 2030. Qualquer coisa como se tivéssemos uma área geográfica do tamanho da Índia e do Paquistão dedicados unicamente à produção agrícola. E não temos essa área disponível em lado nenhum do planeta», alertou Matt Barnard, CEO da Plenty, numa apresentação com o título: “Pode a agricultura de estufa alimentar o mundo?”. Para o responsável executivo da empresa americana a resposta à questão é afirmativa: «Conseguimos produzir entre 100 ou 400% mais durante um ano, ocupando a mesma área de terreno, do que o comparado com os métodos agrícolas comuns. E não haja ilusões: os alimentos que chegam hoje aos supermercados continuam a ter pesticidas. Podem ser melhores que no passado, mas ainda lá estão. Na Plenty não usamos pesticidas. O que dá mais sabor e mais longevidade aos alimentos. Aliás, produzimos alimentos que podem ficar semanas nas prateleiras». Ou seja, além de uma maior capacidade de produção, a empresa também garante maiores índices de aproveitamento das culturas ao dar-lhes maior resistência à exposição nas lojas.

O CEO da Plenty explicou que não existe grande mistério naquilo que a sua empresa consegue fazer. Trata-se, afinal, de uma consequência da evolução de várias tecnologias. E lá fez as analogias necessárias à explicação: «É a tecnologia que está a permitir que isto aconteça. Vejam o que se passa com as tecnologias de armazenamento e como isso permitiu à Google crescer (a redução de preço no armazenamento e as melhores tecnologias); o mesmo acontece com a Tesla e com as tecnologias que permitem hoje armazenar mais energia a preços mais baratos. Na Plenty o conceito é o mesmo. As lâmpadas LED que têm iodos mais capazes; a forma como a sensorização é hoje mais inteligente e mais barata; e, claro, adventos como os da Inteligência Artificial e do Big data que nos permitem ter, hoje, uma agricultura mais evoluída, mais inteligente.»

E o potencial de crescimento desta agricultura reside no facto de, segundo um estudo do McKinsey Institue, a Agricultura ser o setor com os menores índices de industrialização. A juntar a isso, existe uma relação direta entre a dieta seguida num país e os índices financeiros das pessoas que constituem essas sociedades – quanto menos se ganha (em dinheiro) mais a dieta é rica em calorias e com menos nutrientes e uma qualidade baixa de proteínas. E Barnard, acrescenta: «A Plenty atua em países desenvolvidos onde os agregados familiares têm mais dinheiro e outras preocupações com a alimentação. Num mercado como o norte-americano, as pessoas consumem diariamente apenas metade da quantidade de alimentos saudáveis que deviam. Ou seja, a Plenty diz ter aqui uma grande oportunidade de negócio.»

A sustentabilidade do planeta focada nos desafios à alimentação tem sido um dos temas mais frequentes na área Planet Tech, da Web Summit. Depois de lhe termos falado sobre carne produzida em laboratório, ficamos agora a conhecer uma empresa que consegue fazer em estufa melhor (produzindo na vertical) do que aquilo que é produzido seguindo processos tradicionais.

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