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Volkswagen abre centro tecnológico em Lisboa

Martin Hofmann, CIO da Volkswagen

Na primeira fase vão ser contratadas 300 profissionais especializados no desenvolvimento de software. Uma das razões da escolha de Lisboa: «é uma cidade onde muita gente quer viver».

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Segundo informações que a empresa alemã deu aos jornalistas, são já 25 os profissionais da Volkswagen que estão a trabalhar em Lisboa para preparar o novo centro tecnológico dedicado ao software, o «Software Development Center Lisbon (SDC Lisbon)». Número que deverá aumentar para 300 profissionais «rapidamente». Quem o diz é o CIO (Chief Information Officer) da Volkswagen, Martin Hofmann, que explicou à Exame Informática que «este é o número de profissionais necessário para a primeira fase». Para o responsável máximo da área de tecnologias de informação do grupo alemão, novas fases, que vão levar à contratação de mais programadores, deverão ser implementadas nos próximos anos. Ou não estivesse a Volkswagen a «transformar-se numa empresa de software» segundo o responsável.

Em Lisboa vai ser implementada a política de desenvolvimento em equipa que a empresa alemã já usa em outras paragens, onde os programadores são juntos aos pares e integrados em equipas de desenvolvimento relativamente pequenas, em redor das 10 pessoas. Um sistema defendido por Martin Hofmann: «o desenvolvimento em conjunto a dois tem a desvantagem de um maior custo inicial, mas depois compensa graças à maior velocidade de progressão e, sobretudo, à menor probabilidade bem de surgirem erros», adicionando «temos uma taxa de erros próxima do zero porque cada um dos programadores está constantemente a verificar o que o colega está a fazer». E é por isto que a Volkswagen considera que a capacidade de comunicação dos candidatos «é tão ou mais importante que as capacidades técnicas». O CIO do grupo Volkswagen explicou que os candidatos vão passar por diversas fases na seleção: entrevista via Skype, resolução de um problema de programação e, finalmente, integração numa equipa de desenvolvimento. «Tudo para garantir que os candidatos são capazes de resolver problemas de modo diferenciador e, mais importante, são capazes de trabalhar bem em equipa».

Quando questionado sobre a falta de profissionais nesta área, que tem levado a muitas empresas a dificuldades no preenchimento dos quadros de pessoal, Hofmann foi rápido a responder «recebemos mais de 1600 candidatos logo que iniciámos, internamente, o processo», justificando este interesse com «há muitos profissionais que querem vir trabalhar em Lisboa porque, além da qualidade de vida, esta cidade é, cada vez mais, vista como um centro onde está muito coisa a acontecer na área da inovação». Para Martin Hofmann, a «facilidade com que os portugueses falam inglês» é outro trunfo importante para atrair investimento e profissionais. O responsável considera ainda que o método de «programação extrema» implementado pelo grupo alemão atrai os programadores mais competentes que querem estar onde se faz o trabalho mais avançado.

Em Portugal vão ser desenvolvidas, sobretudo, aplicações relacionadas com a mobilidade, como apps e serviços para os condutores e software para a rede de distribuidores.

Para a Volkswagen este novo investimento demostra que a empresa alemã está apostada em cada vez mais desenvolver a tecnologia internamente, não só para «poder chegar primeiro e apresentar soluções e serviços mais diferenciadores», mas, também, «para garantir a segurança da informação dos nossos clientes e parceiros».

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