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O que faz a Sophia num Shark Tank à portuguesa? Nada

O concurso de empreendedorismo da Meo e da Huawei premiou a startup Follow Inspiration com um prémio de 10 mil euros

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Paulo Matos

Paulo Matos

Jornalista

Como manobra de marketing, a iniciativa tinha um apelo inequívoco: a Meo e a Huawei iam realizar uma espécie de Shark Tank em que cinco startups fariam pitchs ao robô Sophia. Na prática, a intervenção da Sophia foi… quase nula.

Para quem vê de fora, toda a parafernália de cabos e checkups associados ao robô que faz as campanhas publicitárias da Meo impressiona. E impressiona principalmente porque depois não há praticamente retorno. Filomena Cautela, a apresentadora televisiva que fez de anfitriã do evento, bem se esforçou, mas as interações com a Sophia foram pouco naturais e as respostas demoravam a surgir por parte do robô.

Tudo isto não invalida que tenha havido ideias interessantes a concurso. Cada uma das cinco startups tinha um máximo de cinco minutos para fazer o pitch e o júri composto por elementos da Meo, Huawei e Enter (lamento Sophia, mas o teu input para decidir o vencedor foi nulo) analisou as sugestões de: Domatica, que desenvolve soluções para a Internet das Coisas; Follow Inspiration, uma plataforma que já desenvolveu carrinhos de compras e máquinas de café autónomos (e cuja tecnologia até pode ser colocada na Sophia para pô-la a andar); Imapark, um sistema de gestão inteligente de parqueamento; Mov.e, um ecossistema para carregamentos privados de veículos elétricos; e Secret City Trails, um marketplace para jogos que permitem descobrir as cidades para as quais se viaja.

O vencedor acabou por ser a Follow Inspiration, que recebe um investimento no valor de 10 mil euros.