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Twitch à procura de novas estrelas

O CEO da maior plataforma mundial de streaming de jogos veio à Web Summit dizer que estão a ser desenvolvidas novas formas de promover os utilizadores mais recentes da plataforma e dar-lhes hipótese de chegarem a grandes audiências. E ainda não é agora que a Twitch vai introduzir um cronómetro para os utilizadores saberem há quanto tempo está jogar – até porque isso se poderia tornar num jogo.

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É a maior plataforma mundial de transmissão em tempo real de jogos. São mais de 900 mil utilizadores os utilizadores que, diariamente, vão ao Twitch ver jogar ou partilhar os seus jogos. Na Web Summit, Emmet Shear, CEO e fundador da empresa, garantiu que o futuro da plataforma de vídeo passa por conseguir encontrar estratégias para «promovermos os streamers mais recentes. Temos de perceber quem são e determinar qual o potencial que têm para conquistar audiências. É dessa forma que vamos conseguir manter a comunidade interessada e criar novas “estrelas”».

E, afinal, quais são os jogos preferidos do homem responsável pela transmissão de centenas de títulos? «Heartstone é o jogo que mais jogo atualmente, mas o Civilization II é o que joguei em sessões mais longas – até de manhã… sem saber o que poderia acontecer a seguir! Que bons momentos. Aliás, há uma oportunidade neste momento no mercado que é para quem quiser criar jogos mais profundos e com significado. Há uma grande oportunidade de construir um jogo como SIMS ou Minecraft… jogos que possam ir além do combate.»

Sobre a possibilidade de criar mecanismos tecnológicos para controlar a idade dos jogadores (câmaras que fazem e identificação biométrica, por exemplo), o responsável da Twitch acredita que há outras formas de poder certificar quem está a jogar: «Câmaras de identificação? Isso parece saído de algo do Black Mirror, essa coisa de ter a identificação facial a autenticar o jogador e a definir se ele pode ou não jogar. A ideia é que ajudemos as pessoas a perceber qual a melhor utilização do serviço, dos jogos. Essa vigilância não é a melhor opção. Aliás, já considerámos colocar um cronómetro no Twitch, talvez o façamos no futuro. Acho que se o colocarmos, as pessoas vão fazer disso um jogo e vai ter o efeito contrário. Há outras formas de controlar o tempo que as pessoas passam a jogar.», conclui a sorrir e provocando a gargalhada geral na audiência que enchia a Altice Arena.

A aquisição do Twitch pela Amazon foi há quatro anos. Afinal, como é estar dentro de um gigante gerido por Jeff Bezos. E Shear lá explicou: «Ainda gosto do meu trabalho. E a entrada na Amazon (o dinheiro injetado na empresa) permitiu-nos passar um ponto em que conseguimos chegar além dos jogadores inveterados. Hoje chegamos a mais gente… Somos mainstream. (…) e o Jeff (Jeff Bezos, fundador e CEO da Amazon) tem a capacidade de criar produtos focados no consumidor, capacidade que nos ajudou bastante a desenhar um caminho para o Twitch».

O CEO da Twitch não confirmou se a Yahoo e a Google (via YouTube) quiseram comprar a empresa antes da Amazon, mas realçou a importância de a empresa ter conseguido manter-se fiel à sua comunidade de utilizadores o que é, segundo ele, um dos atributos que contribui definitivamente para o sucesso da plataforma: «Somos uma comunidade que tem os seus valores. E à partida quem não alinha com esses valores deve sair do serviço. Banimos todos os que não funcionem segundo esses valores. Este comportamento permite-nos manter a confiança da comunidade e continuar a conquistar mais audiências».

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