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Apps de saúde mental: regulamentação, precisa-se!

Há 325 mil apps para saúde mental à disposição dos utilizadores, mas será que muitas cumprem aquilo que prometem?

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Paulo Matos

Paulo Matos

Jornalista

Uma em cada quatro pessoas irá desenvolver problemas relacionados com saúde mental. Os números foram revelados por Til Wykes, professora de Psicologia Clínica na King’s College de Londres, e são um motivo para refletir de que forma pode a tecnologia ajudar as pessoas que padecem deste tipo de problemas. Não que a tecnologia vá ser uma cura milagrosa, entenda-se, já que a docente defende que deve haver sempre uma abordagem mista a estas maleitas: serviços humanos por um lado, tecnologia por outro.

As apps são um bom exemplo de que como a tecnologia pode ajudar, uma vez que podem contribuir para uma melhor prevenção de distúrbios – por exemplo, ao analisar comportamentos que podem indiciar uma potencial recaída de quem sofre de depressão. Contudo, atualmente vive-se uma época de excesso. Til Wykes refere que existem 325 mil apps para saúde mental à disposição dos utilizadores, mas que é difícil reconhecer as mais-valias ou identificar os benefícios de muitas delas. Isto significa que, em vez de ajudar, as aplicações podem apenas prejudicar ao não reconhecer a necessidade de um tratamento real.

Como se pode então minimizar este problema? Com uma regulamentação que obrigue os criadores das apps a realizarem testes clínicos que comprovem os benefícios que a utilização do software alega ter e com uma maior responsabilização da Google e da Apple sobre o que disponibilizam nas respetivas lojas de aplicações. E Til Wykes deixa ainda um conselho para os programadores: «Descubram o que as pessoas com problemas de saúde mental precisam realmente em vez de se focarem no que vocês são capazes de desenvolver tecnologicamente».

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