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Taxify não acredita nos carros autónomos… para os próximos anos

Michele Tantussi, Getty Images

Michele Tantussi

Markus Villig, CEO da Taxify, considera que os carros autónomos estão sobrevalorizados e que as trotinetes elétricas vão ganhar cada vez mais importância na mobilidade humana.

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A Taxify é a grande concorrente da Uber na Europa. Uma das grandes diferenças da empresa europeia apoiada pelo grupo Daimler, dona da Mercedes, e a empresa americana está no modo como entram no mercado. Para Markus Villig, que fundou a Taxify aos 19 anos, «na Europa não podemos simplesmente começar a trabalhar no mercado e só depois contactar as autoridades», adicionando «preferimos falar com as autoridades e respeitar as regulamentações locais, que variam muito nos países europeus e isso é uma grande vantagem para a Taxify».

Num dos palcos da Web Summit, Villig defendeu que a adaptação aos mercados onde se opera é fundamental, dando como exemplo o que a Taxify está a fazer em África, onde é líder de mercado: «estamos a digitalizar o acesso ao transporte em motorizadas». Relativamente à Europa, o CEO defende a integração de transportes públicos de massas na plataforma e acredita que «temos mais a ganhar do que a perder com a inclusão dos transportes públicos porque as plataformas de chamada de carros só representam 2% do transporte de pessoas».

Ao contrário da Uber, a Taxify não está a investir na investigação e desenvolvimento da condução autónoma. Uma opção que o empreendedor justifica com «os carros autónomos estão muito sobrevalorizados, especialmente em meios urbanos», adicionando «não vão estar prontos a funcionar nos próximos cinco anos e, por isso, não estamos a investir agora». Por outro lado, Markus Villig acredita que as scooters elétricas, mais conhecidas em Portugal por trotinetas, vão ser cada vez mais importantes nas cidades e, por isso mesmo, a Taxify já começou a adicionar este meio de transporte à plataforma.

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