exameinformatica

Uma parceria VISÃO

Siga-nos nas redes

Perfil

Web Summit

Táxis voadores na Europa? Sim, daqui a dois ou três anos

Quando vamos ver "carros voadores" nas cidades europeias? Para o líder da Volocopter, a questão tecnológica está praticamente resolvida, mas falta completar a regulamentação e investir na infraestrutura.

  • 333
Volocopter VC200 num voo de testes em Singapura

Volocopter VC200 num voo de testes em Singapura

A Volocopter foi uma das primeiras empresas a dedicar-se ao desenvolvimento de drones com capacidade de transportar pessoas, muitas vezes conhecidos por táxis ou carros voadores. Esta empresa alemã pode ainda ser considerada uma startup, mas tem o apoio de gigantes como a Daimler - a dona da Mercedes - e da Intel. Já existem aeronaves da Volocopter a voar, tanto nas versões com piloto humano, como nas versões autónomas. A empresa até já instalou a primeira base, denominada de Voloport, na cidade de Singapura. Nesta estrutura, os passageiros entram e saem do táxi voador no interior das instalações para não ficarem expostos ao ambiente. Cabe a um sistema robotizado transportar o Volocopter VC200, o modelo atualmente em testes de voo, de e para a pista no exterior.

Durante a Web Summit, Alexander Zosel, fundador da Volocopter defendeu a ideia que esta empresa já desenvolveu a tecnologia necessária para ciar táxis autónomos comerciais e de preço relativamente acessíveis – o responsável referiu que uma viagem curta dentro de uma cidade pode custar €60. Uma confiança obtida pelos já mais de 1000 voos de testes feitos com sucesso, parte com piloto humano e outra parte em modo de comando remoto com rotas predefinidas. O Volocopter VC200 com 18 rotores tem sido a aeronave utilizada, mas a Volocopter aponta o Velocity como a primeira aeronave a fazer o serviço comercial.

Segundo Alexander Zosel, para que os “carros voadores” sejam uma realidade falta criar a regulamentação e construir a infraestrutura. Quanto à regulamentação, apesar de Zosel considerar que tem sido dados alguns passos importantes pelas autoridades que gerem o espaço aéreo, o empreendedor chama a atenção para as muitas certificações necessárias para operar uma aeronave deste tipo, criada para operar em cidades, mas que partilha o espaço aéreo com aeronaves convencionais. Relativamente à infraestrutura, a própria Volocopter tem projetos de estações para drones que podem ser instaladas nos topos dos edifícios nas grandes cidades ou em espaços dedicados. Mas Alexander Zosel não esconde que os seus táxis voadores são poderão ser uma realidade com o apoio dos governos locais.

Se tudo correr como previsto, Alexander Zosel acredita que o Volocopter Velocity vai estar a fazer serviço comercial de passageiros dentro de dois ou três anos. As primeiras cidades deverão ser Singapura e Dubai e uma terceira cidade ainda não definida, provavelmente na Europa ou Estados Unidos.

Volocopter Velocity

Volocopter Velocity

  • 333