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Procuradores americanos confirmam processo contra a Google por práticas monopolistas

Ken Paxton, procurador de justiça do estado do Texas

Gabriel Aponte - Getty Images

Com a exceção da Califórnia e do Alabama, todos os estados dos EUA vão estar envolvidos neste processo. Inicialmente, a investigação vai incidir sobre o domínio da empresa sobre o segmento publicitário online

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Francisco JM Garcia

Esta segunda-feira, Ken Paxton, um procurador de justiça do Estado do Texas, anunciou publicamente que a Google vai ser alvo de uma investigação de abuso de concorrência. A notícia surge numa altura crítica para as empresas de Silicon Valley, que estão cada vez mais no radar do governo americano por terem práticas monopolistas e por questões de privacidade dos utilizadores.

Ao todo vão estar envolvidos 50 procuradores de justiça e os únicos estados que se vão manter fora deste processo são o Alabama e a Califórnia, onde se encontra a sede oficial da gigante tecnológica. A Cnet informa que o grupo enviou recentemente um pedido de esclarecimento de informação à Google com o «objetivo de esclarecer factos», esclareceu Paxton numa conferência de imprensa junto do Supremo Tribunal americano.

Ken Paxton afirmou que o seu gabinete vai encabeçar a liderança da investigação e que cada estado pode envolver-se tanto quanto quiser, uma vez que «vai ser um processo muito aberto», segundo as suas palavras.

Durante a conferência de imprensa foi dito que, inicialmente, o inquérito vai focar-se no domínio da Google sobre o segmento da publicidade digital, embora a Reuters indique que a investigação possa ramificar para outros pontos fulcrais do negócio, nomeadamente, poder-se-à focar na companhia mãe da Google, a Alphabet – durante a conferência foram ainda mencionados os segmentos dos smartphones e dos vídeos (a Google é detentora da plataforma de vídeo YouTube).

De acordo com a eMarketer, uma empresa de estudos de mercado, a Google é líder no que concerne a publicidade digital (detendo 37% do segmento) e de seguida encontra-se a Facebook com 22%.

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