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Elon Musk diz que o termo "pedo" não se referia a pedófilo, mas sim «homem velho e assustador»

NICHOLAS KAMM - Getty Images

De acordo com as declarações enviadas ao tribunal, Musk afirma que a expressão que usou para insultar o mergulhador britânico é comummente usada na África do Sul, sem que seja vista como uma acusação de pedofilia

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Francisco JM Garcia

Elon Musk afirma que a publicação de Twitter em que chamou “pedo guy” a Vern Unsworth, o mergulhador britânico que salvou 12 crianças tailandesas presas numa caverna submersa em 2018, não era uma acusação. Nos documentos apresentados em tribunal, os advogados do empresário defendem que Musk usou a expressão “pedo”, uma vez que no seu país de origem – África do Sul – a palavra é usada para descrever um “homem velho assustador”.

«É um sinónimo de “homem velho assustador” e é uma expressão usada para insultar a aparência de uma pessoa, não para acusar alguém de pedofilia», dizem os documentos da defesa de Musk apresentados esta segunda-feira ao tribunal de Los Angeles, nos Estados Unidos da América.

De acordo com a BBC, o desentendimento começou quando o mergulhador britânico criticou o diretor-executivo da Tesla durante uma entrevista ao canal de televisão CNN, por ter enviado um submarino pouco eficiente para ajudar no salvamento das crianças.

Vern Unsworth chegou mesmo a dizer que a “ajuda” não passou de um truque publicitário para dar visibilidade a Musk. Trocados os insultos, Vern Unsworth acabou por processar Elon Musk por difamação.

Nas declarações escritas ao tribunal Elon Musk afirmou que a sua equipa contratou um investigador «que descobriu que Unsworth está associado a europeus que cometeram atos sexuais impróprios na Tailândia» – segundo a BBC, Vern Unsworth negou todas as acusações. Atualmente o britânico vive durante parte do ano na Tailândia coma sua parceira de 41 anos.

À CNN, L. Lin Wood, advogado de defesa de Vern Unsworth, explicou que as declarações de Elon Musk não passam de uma «tática para manchar a reputação» que contem uma série de mentiras. O advogado confirmou ainda que a investigação realizada pelo detetive privado de Musk não passou de uma farsa para distrair a opinião pública.

O julgamento está agendado para dia 2 de dezembro deste ano.

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